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E tudo começa com a conhecida frase: “Você neste instante se sentiu calçando os sapatos de outra pessoa? ”. Essa é somente uma analogia utilizada pra contextualizar o exercício da Empatia, que vai muito além do método de se botar no território do outro. A roda rendeu depoimentos surpreendentes, mesmo entre pessoas que não se conheciam.


Houve um grande espelhamento entre as histórias pessoais da nossa turma e as ouvidas no Ibirapuera. Rimos e choramos juntos. No encerramento do dia, eu estava decidida a escrever uma matéria sobre o conteúdo. Havia percebido o tamanho da indispensabilidade de promovermos a empatia como um valor que necessita ser experimentado e ressignificado diante de tempos de tanta desconexão.


Comecei entrevistando Joana Tuttoilmondo, nossa anfitriã no dia da experiência. Ao longo da atividade no Museu, senti uma conexão grande com a história que escutei e percebi não ser a única a sentir essa sintonia. Muitos dos que estiverem no nosso grupo bem como se conectaram intimamente. Pedi desse modo que a Joana compartilhasse algumas reações do público diante das histórias no decorrer dos dias do evento.


“Houve uma menina, como por exemplo, que terminou a história sensibilizada ao ter ouvido o depoimento de alguém que migrou da Bahia pra para São Paulo. Ela conversou pra mãe dela, boquiaberta: “mãe, ela contou que quando era criancinha tinha que percorrer 4 horas formada num jegue até alcançar água pra ingerir!


E seguiu: “O que chamou-me atenção foi a força de ouvir histórias que tocam em sentimentos universais, o que é bem distinto do bate papo esvaziada de significado e conexão que permeia nosso cotidiano. A experiência nos ilustrou assim como que queremos situações em que nos sintamos tocados. Citando em histórias… Era uma vez a história de mais uma das Marias desse Brasil. Teu nome: Maria do Sol. No momento em que era um piá com somente quarenta e cinco dias de vida experienciou um episódio que mudaria afim de a todo o momento tua trajetória.


Uma vela acesa no quarto caiu acidentalmente no berço em que dormia, e o cobertor sintético que a cobria incendiou já. Maria do Sol teve lesões gravíssimas nos dois pés, que uma vez carbonizados, tiveram que ser amputados. Essa foi a maneira encontrada por uma muito bom equipe médica para salvar tua vida.


O tempo passou e mesmo com todas os defeitos e adaptações necessárias, Maria sobreviveu. Proponho que durante um minuto você faça um exercício de empatia pesquisando se pôr no território dela. Tente perceber como reagiria? Como seria tua vida diante dos defeitos geradas? Trabalhoso até de imaginar, né? Você precisa estar pensando que essa é uma das histórias de vida trazidas pelo Museu da Empatia… até poderia ser, contudo Sol é uma figura especial que a existência fez cruzar nossos caminhos. E ao inverso do previsto, a experiência, inicialmente traumática, conferiu a Sol, uma personalidade radiante, como seu respectivo nome traduz. Toda aflição e dificuldade foram transformadas em fortaleza, numa competência inesgotável de viver a existência e irradiar energia por onde passa.

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Hoje com 41 anos, Maria do Sol é Master Coach de Profunda Performance e autora, casada, tem cinco filhas e faz numerosos projetos sociais ligados ao desenvolvimento humano como agente de transformação. “Quando o imprevisto aconteceu tive uma modificação do meu destino, mas isso não tirou um pedaço da minha alma ou da minha mente, foi somente um pedaço do meu físico. Conversei com ela sobre a matéria de empatia que estava escrevendo e pedi teu espiar, tal pessoal como de coach.


Ela começou pelo lado pessoal compartilhando: “A chave dos nossos relacionamentos está pela intercomunicação, e a empatia é a comunicação do coração. Ela é a técnica de se discernir com outra pessoa, de transitar pro local do outro pra perceber o que ele sente. Quando o outro domina que você se importa, deste jeito é acessível você ser ouvido.

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